The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered: tudo o que você precisa saber

Prepare suas espadas de aço e prata! O bruxo está de volta com visuais impressionantes. Confira nosso guia completo sobre The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered e veja o que mudou em um dos maiores RPGs de todos os tempos.

GAMES

Kaio César

9/5/20264 min read

Onze anos depois de sua estreia, The Witcher 3: Wild Hunt está prestes a ganhar uma nova vida. Durante a Gamescom Opening Night Live de 2026, a CD Projekt Red anunciou oficialmente The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered, uma atualização gratuita que promete modernizar um dos RPGs mais aclamados da história dos videogames.

Data de lançamento

O remaster chega em 29 de setembro de 2026, pouco mais de um mês após seu anúncio surpresa. O jogo estará disponível para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e, pela primeira vez, Nintendo Switch 2.

Gratuito para quem já possui o jogo

Um dos pontos mais celebrados do anúncio é que o Remastered será uma atualização gratuita para todos os jogadores que já possuem The Witcher 3: Wild Hunt nas plataformas compatíveis. A CD Projekt Red afirmou que nunca cogitou cobrar pela versão remasterizada dos donos atuais do jogo. Quem comprar a versão pela primeira vez receberá automaticamente as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine incluídas, e os proprietários das expansões originais manterão o acesso a elas.

Do lado técnico, o remaster é tratado como uma atualização do jogo já existente, e não como um título separado: quem já tiver um save poderá continuar de onde parou, sem necessidade de recomeçar, e conquistas já desbloqueadas (como no Xbox) permanecerão intactas.

O que muda no jogo

Segundo a CD Projekt Red, o objetivo foi repensar como The Witcher 3 jogaria se estivesse sendo lançado em 2026. As mudanças vão muito além de gráficos:

  • Visuais aprimorados: melhorias em iluminação, texturas de monstros, vegetação e fidelidade visual geral, com suporte a PS5 Pro.

  • Combate reformulado: novas animações de finalização, movimentação mais fluida e controles mais responsivos.

  • Sistema de habilidades revisado: mudanças na árvore de habilidades para dar mais flexibilidade no desenvolvimento de Geralt.

  • Transmog: novo recurso que permite alterar a aparência das armaduras sem perder seus atributos.

  • Ajustes de câmera, animação e acessibilidade: a equipe também revisou o comportamento dos inimigos em combate e aspectos como o pathfinding em estradas.

  • Novos efeitos visuais para os Signs (as magias de Geralt).

O co-desenvolvimento do remaster ficou a cargo do estúdio Yigsoft, em parceria com a própria CD Projekt Red.

Novas plataformas

Além dos consoles e do PC, o Remastered chega pela primeira vez ao Battle.net, somando-se a Steam, GOG e Epic Games Store como opções de compra digital. No Switch 2, a atualização é destinada a quem já possuía a versão original do Switch — o jogo não chegará ao Switch original.

Requisitos para PC

Com o novo visual, path tracing e suporte a DLSS 4.5, era esperado que o remaster pedisse mais do hardware do que o jogo original de 2015 — e a CD Projekt Red confirmou os requisitos mínimos e recomendados através da página do jogo na Battle.net. A boa notícia é que as exigências são relativamente moderadas para os padrões atuais, e o espaço em disco necessário é de apenas 70 GB (já incluindo as duas expansões clássicas), mas obrigatoriamente em SSD.

Requisitos mínimos:

  • Sistema operacional: Windows 11 (64 bits)

  • Processador: Intel Core i5-8400 ou AMD Ryzen 5 2600

  • Memória RAM: 12 GB

  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1660 6GB, AMD Radeon RX 5500 XT 8GB ou Intel Arc A580

  • Armazenamento: 70 GB em SSD

  • DirectX: Versão 12

Requisitos recomendados:

  • Sistema operacional: Windows 11 (64 bits)

  • Processador: Intel Core i7-8700K ou AMD Ryzen 5 3600X

  • Memória RAM: 16 GB

  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2060 Super, AMD Radeon RX 6600 XT ou Intel Arc B580

  • Armazenamento: 70 GB em SSD

  • DirectX: Versão 12

Vale notar que o Windows 10 não é suportado — o remaster exige Windows 11 tanto na configuração mínima quanto na recomendada. Placas da série RTX 20 da NVIDIA em diante são compatíveis com o DLSS 4.5, mas o uso oficial de geração de quadros (frame generation) exige, no mínimo, uma GPU da série RTX 40. Vale lembrar que esses requisitos ainda constam como preliminares na listagem da Battle.net, então a CD Projekt Red pode ajustá-los antes do lançamento em 29 de setembro.

E a expansão Songs of the Past?

Junto com o remaster, a CD Projekt Red revelou o primeiro trailer de Songs of the Past, uma nova expansão paga de história que se passa no reino fictício de Letten, descrito como uma terra de tradições rurais que esconde um segredo sombrio. Diferentemente do remaster, essa expansão não é gratuita e está prevista para 2027.

Vale a pena esperar?

Para quem já é dono do jogo, a resposta é simples: não há motivo para não atualizar, já que o upgrade é gratuito e preserva o progresso salvo. Para novos jogadores, o lançamento em setembro de 2026 é uma excelente porta de entrada, já que o pacote reúne o jogo base e as duas expansões clássicas em uma versão tecnicamente mais robusta e com ajustes de jogabilidade pensados para o padrão atual de RPGs de mundo aberto.

Com o remaster funcionando como uma ponte entre o jogo original e a futura expansão Songs of the Past, além do já anunciado The Witcher IV em desenvolvimento, 2026 marca um momento importante para reacender o interesse na saga de Geralt de Rívia antes da próxima geração da franquia.